quarta-feira, 17 de julho de 2013

Na aula de 16 de julho de 2013, visitamos a teoria e realizamos um exercício prático sobre como caracterizar o entorno da questão de saneamento no Município de São Paulo, através de uma ótica distinta daquela geralmente utilizada no campo da Gestão. Na escolha das variáveis para esta análise, aprendemos que é importante priorizar aquelas que possibilitem comparações futuras. Assim, focando-se no tema de disponibilidade e tratamento de água e esgoto no Município de São Paulo, chegamos em:

Condições Socioeconômicas: Nas periferias ainda encontramos problemas de acesso à água potável e coleta e tratamento de esgoto. Ainda que estas comunidades não entrem nas estatísticas divulgadas pela Empresa que cuida do saneamento do Município, facilmente se detecta situações alarmantes ao visitarmos a periferia e em reportagens disponíveis na mídia.

Estado da Tecnologia: Verificamos um índice de 36% de perda de água no sistema de distribuição (dados do Ministério das Cidades, 2010). Algo absurdo e com consequências financeiras e sociais.

Aspectos Ecológicos: A política de conservação dos mananciais deixa a desejar, embora haja previsão legal de conservação dos recursos hídricos e estâncias participativas de gestão, como os Comitês de Bacias Hidrográficas. O que se verifica na prática é o desmatamento em áreas de nascentes e nas faixas de preservação das margens dos cursos d’água. Além disto, apenas 54% do esgoto recebe tratamento no Município.

Temas Financeiros: Arrecada-se mais de 4 bilhões de reais por ano, no entanto, o retorno de investimento no setor é de apenas 20%, ou pouco mais de 800 milhões.

Marcos Jurídicos e Institucionais: Há legislações sobre gestão da água como a Lei Federal 9433/97 (que institui a Política Nacional em Recursos Hídricos) e normas que regulam a concessão para empresas de saneamento para operarem os serviços, que devem seguir a Lei 8666/93 e renovar o contrato a cada 25 anos.

Estado Presente: Demanda por conservação dos cursos d’água, tratamento de esgoto, combate ao desperdício, melhor uso, gestão integrada por Bacia Hidrográfica. Existem espaços de participação mas não são conhecidos.

 Futuro da Demanda Deste Serviço: Perspectiva de aumento do consumo e necessidade de melhoria da qualidade da água nos mananciais. A questão deve ser enfrentada através de medidas educativas que incluem consumo consciente, conservação ambiental, mas também, o preparo para a participação em instâncias de tomada de decisões.


A partir destas variáveis, chegamos ao quadro de cenários múltiplos abaixo:



Nenhum comentário:

Postar um comentário